Mesmo diante de desafios como a elevada carga tributária e o alto custo do crédito, a indústria cearense mantém projeções positivas para os próximos meses. É o que indica a Sondagem Industrial de março, realizada pelo Observatório da Indústria da FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com o levantamento, todos os indicadores de expectativa estão acima da marca dos 50 pontos — limite que separa pessimismo de otimismo. O destaque foi a projeção para a demanda, que atingiu 60,6 pontos no Ceará, superando a média nacional, de 55,7. O resultado reforça o clima de confiança já identificado em levantamentos anteriores.
No entanto, a pesquisa também revela preocupações persistentes. No primeiro trimestre de 2025, os principais entraves apontados pelos empresários foram a carga tributária elevada (32,3%) e as taxas de juros (30,7%). Com a taxa Selic ainda alta, o acesso ao crédito continua limitado, prejudicando tanto a operação cotidiana quanto os planos de expansão das empresas.
“O otimismo do industrial cearense é um sinal positivo. No entanto, fatores como a alta dos juros e o peso da carga tributária seguem como obstáculos à expansão da atividade e dos investimentos”, afirma Laís Veloso, coordenadora de Inteligência Competitiva do Observatório da Indústria.
Segundo a análise da FIEC, o setor tem potencial para crescer, mas precisa de um ambiente de negócios mais favorável para sustentar esse avanço.