O comércio varejista de materiais de construção voltou a crescer com força em março, após enfrentar um início de ano mais contido. De acordo com o Termômetro JS+ Anamaco, o setor registrou uma alta de 17% nas vendas na comparação com fevereiro, indicando uma recuperação consistente da atividade.
O levantamento é realizado pela Juntos Somos Mais – joint venture formada por Votorantim Cimentos, Tigre e Gerdau – em parceria com o Instituto de Pesquisas da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O estudo cruza dados de transações físicas e digitais com entrevistas de relacionamento com lojistas do setor em todo o país.
Segundo o indicador, o percentual de lojas com percepção de crescimento nas vendas saltou de 35% para 52% entre fevereiro e março. Esse é o melhor desempenho desde dezembro, quando o otimismo atingiu 51%. A tendência de melhora foi observada em todas as regiões do Brasil.
O destaque ficou com o Nordeste, que apresentou o maior saldo positivo – diferença entre crescimento e retração – com 47 pontos percentuais, enquanto o Sudeste teve o menor saldo, ainda positivo, com 33 pontos.
A pesquisa também revelou um recorde de otimismo para os próximos três meses. A expectativa de aumento nas vendas subiu de 52% em fevereiro para 79% em março, o maior nível de confiança registrado no período de um ano. Isso demonstra que o setor enxerga um cenário promissor de curto prazo, impulsionado pela melhora da economia e maior demanda por reformas e obras.
O levantamento apontou ainda que os lojistas especializados em materiais básicos e hidráulicos são os mais confiantes: 83% dos comerciantes de materiais básicos esperam crescimento nas vendas no próximo trimestre, enquanto 82% dos que atuam com hidráulica projetam o mesmo cenário.
O resultado de março também confirmou as projeções anteriores dos varejistas, superando o desempenho dos meses anteriores e consolidando um cenário de virada positiva no setor de construção civil, que é um dos termômetros da economia brasileira.
Com a expectativa de manutenção do ritmo de obras e reformas, o setor projeta um segundo trimestre de alta movimentação, apoiado por uma combinação de fatores como maior oferta de crédito, estabilidade da inflação e aumento da confiança do consumidor.