A prévia da inflação oficial do Brasil apresentou alta de 0,33% em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) acumula uma elevação de 3,40% no ano de 2025.
Energia elétrica e combustíveis pressionam inflação
Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, o maior impacto veio do setor de Habitação, impulsionado principalmente pelo aumento no preço da energia elétrica residencial. O grupo Transportes também apresentou contribuição significativa, puxado por reajustes nos combustíveis.
Outros setores que registraram avanço nos preços incluem Despesas Pessoais, Saúde e cuidados pessoais e Comunicação, colaborando com a pressão inflacionária observada neste mês.
Alimentos seguem em queda
Na contramão, o grupo Alimentação e bebidas registrou recuo nos preços, o que ajudou a conter uma alta maior do índice. A alimentação no domicílio teve queda de 0,40%, com destaque para as reduções nos preços da batata-inglesa, cebola e arroz — itens de grande peso na cesta básica do consumidor brasileiro.
Variações regionais
A maior alta regional foi observada em Belo Horizonte, influenciada pelos reajustes na gasolina e na energia elétrica residencial. Já Goiânia apresentou a menor variação entre as capitais analisadas, com queda nos preços do etanol e da gasolina, que ajudaram a frear o avanço da inflação na cidade.
Perspectivas
O resultado de julho mostra uma pressão moderada na inflação, com destaque para itens essenciais como energia e combustíveis. Apesar da desaceleração nos preços de alimentos, o cenário inflacionário segue sensível a variáveis como câmbio, tarifas públicas e combustíveis, além dos possíveis reflexos da política monetária e de eventos internacionais sobre os preços internos.