John Deere aposta em alta tecnologia para transformar a silvicultura no Brasil

A silvicultura, prática que envolve o cultivo de árvores com fins comerciais e ambientais, é um setor estratégico para o Brasil, mas ainda pouco conhecido pela população. Muitas dúvidas surgem sobre como as florestas plantadas são cultivadas, quais tecnologias são aplicadas e qual impacto esse segmento tem na economia. Para responder a esses questionamentos, a John Deere apresenta um portfólio completo de equipamentos e soluções digitais que atendem desde o plantio até a colheita.

Dois sistemas de colheita, uma mesma cadeia produtiva

No Brasil, as florestas plantadas ocupam mais de 10 milhões de hectares, concentradas em estados como Minas Gerais, Bahia, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Essas áreas garantem matérias-primas para a produção de celulose, painéis de madeira e uma ampla gama de produtos industriais e de consumo.

A colheita pode ocorrer de duas formas: CTL (Cut to Length) e Full Tree. No sistema CTL, corte, desgalhamento e processamento são realizados ainda no campo com o auxílio de harvesters e forwarders. A John Deere oferece a série H, que inclui os harvesters de pneus 1270H e 1470H e os forwarders 2010H e 2510H, além do modelo de esteira 2144G fabricado no Brasil. Já no sistema Full Tree, a operação é feita com feller bunchers, que cortam e acumulam toras, e skidders, responsáveis pelo arraste. A marca dispõe de linhas sobre pneus e esteiras, além da família LII, com a nova geração prevista para 2026.

Mecanização e soluções digitais

Mesmo com os processos já consolidados, a John Deere investe na mecanização para compensar a escassez de mão de obra e aumentar a eficiência. Entre as novidades estão a plantadora 1516G, atualmente em fase de testes, e o Skidder preparado de fábrica para o preparo de solo e tratos culturais.

Além dos equipamentos, a empresa aposta em tecnologias embarcadas que transformam a gestão florestal. Entre as soluções estão:

  • TimberMatic Maps™: mapas digitais que indicam localização, volume e tipos de madeira em tempo real;
  • TimberOffice™: software para controle de estoques, custos e planejamento de colheita;
  • TimberManager™: plataforma online que permite acompanhar remotamente a produtividade e o consumo das máquinas;
  • Service Advisor Remote: suporte técnico remoto para diagnóstico e atualização de sistemas;
  • IBC (Intelligent Boom Control): controle automatizado do braço hidráulico, garantindo precisão e segurança;
  • Expert Alerts: alertas inteligentes para monitoramento preditivo e manutenção preventiva;
  • Operations Center™: plataforma digital que integra dados de toda a operação, oferecendo insights estratégicos para maior eficiência e sustentabilidade.

Segundo Roberto Marques, diretor da divisão florestal da John Deere na América Latina, a conectividade é fator essencial para elevar os ganhos do setor.
“A tecnologia se tornou uma grande aliada dos produtores. Com integração de dados e operação remota, é possível aumentar a produtividade, reduzir custos e tornar o processo mais sustentável”, destaca.

Impacto econômico e ambiental

As florestas plantadas brasileiras são formadas principalmente por eucalipto, pinus, teca e paricá, e sua produção abastece cadeias diversas. Além de papel e madeira, os insumos resultam em cosméticos, medicamentos, roupas, fraldas, biocombustíveis, embalagens, mantas asfálticas, ração animal e até alimentos processados.

Hoje, o Brasil é líder mundial em exportação de celulose e ocupa a segunda posição como maior produtor global, consolidando o papel estratégico da silvicultura para a economia. “Nosso objetivo é oferecer equipamentos e soluções inovadoras que ajudem clientes a responder às demandas crescentes do setor”, conclui Marques.

Fonte: Construa Negócios