A economia brasileira voltou a crescer em agosto, registrando alta de 0,4% segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (16). O indicador, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), mostra recuperação após a queda de 0,5% em julho. No acumulado dos últimos 12 meses, a atividade econômica soma crescimento de 3,2%.
Entre os setores avaliados, a indústria foi o principal destaque, com expansão de 0,8% no mês, revertendo o cenário de retração observado anteriormente. Já a agropecuária apresentou o pior desempenho, com queda próxima de 2%, movimento que, segundo especialistas, é comum no segundo semestre do ano.
O economista César Bergo, professor da Universidade de Brasília (UnB), explica que o bom desempenho industrial reflete um momento de aumento nos investimentos produtivos.
“A balança comercial do último mês mostrou um avanço nas importações de bens de capital, o que indica que a indústria está investindo na melhoria dos fatores de produção. Isso reforça uma tendência positiva e uma perspectiva de crescimento contínuo”, destaca Bergo.
O especialista avalia que, com a força conjunta dos setores industrial e de serviços, o Brasil pode encerrar 2025 com crescimento acima de 2,2%.
O IBC-Br é calculado com base em dados da agropecuária, indústria, serviços e arrecadação de impostos, servindo como um dos principais termômetros do ritmo econômico do país. O indicador também é utilizado pelo Banco Central como referência nas decisões sobre a taxa básica de juros (Selic), definidas nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).