Custo da construção sobe 0,27% em outubro e mantém ritmo moderado, aponta IBGE

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) registrou variação de 0,27% em outubro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração de 0,23 ponto percentual (p.p.) em relação a setembro (0,50%) e figura entre os menores índices do ano — acima apenas de fevereiro (0,23%).

Nos últimos 12 meses, o acumulado ficou em 5,30%, abaixo dos 5,58% observados no período imediatamente anterior. Em outubro de 2024, a taxa havia sido de 0,53%, indicando um ritmo mais contido neste ano.

O custo nacional da construção passou de R$ 1.872,24 em setembro para R$ 1.877,29 por metro quadrado em outubro. Desse total, R$ 1.071,42 correspondem aos materiais e R$ 805,87 à mão de obra.

Materiais e mão de obra

A parcela dos materiais apresentou aumento de 0,31%, queda em relação a setembro (0,38%) e ao índice de outubro de 2024 (0,79%). A diferença representa reduções de 0,07 p.p. e 0,48 p.p., respectivamente.

A mão de obra variou 0,22%, com desaceleração de 0,43 p.p. frente a setembro (0,65%), reflexo de apenas um acordo coletivo captado no período. Ainda assim, houve leve alta em comparação com outubro de 2024 (0,16%).

Segundo Augusto Oliveira, gerente da pesquisa, os resultados indicam uma tendência de estabilidade. “A mão de obra teve impacto reduzido este mês, o que contribuiu para conter o avanço do índice nacional”, explicou.

De janeiro a outubro, os custos acumulam 3,52% em materiais e 6,65% em mão de obra. No acumulado de 12 meses, os índices são de 4,29% e 6,73%, respectivamente.

Região Norte lidera aumentos

Entre as regiões, o Norte apresentou a maior variação mensal, de 0,95%, impulsionada por reajustes salariais no Pará, onde todas as capitais registraram alta.

As demais regiões mostraram variações mais moderadas: Nordeste (0,27%), Sudeste (0,15%), Sul (0,20%) e Centro-Oeste (0,21%).

Pará registra o maior avanço entre os estados

Com a celebração de acordos coletivos nas categorias profissionais, o Pará foi o destaque do mês, apresentando o maior aumento estadual, de 1,84% em outubro — o principal fator de pressão sobre o índice nacional.

Fonte: Construa Negócios