A Mills, referência em locação de equipamentos e soluções de engenharia na América Latina, encerrou o 3º trimestre de 2025 com crescimento de 15,1% na receita líquida, que atingiu R$ 482,7 milhões, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado em 11 de novembro, representa o maior faturamento trimestral da história da companhia, sustentado por um desempenho sólido em todas as unidades de negócio.
O trimestre também foi marcado pela conclusão da aquisição da Next Rental, que adicionou mais de 700 ativos, cerca de 210 colaboradores e diversos contratos à operação de equipamentos pesados da empresa.
Atualmente, 55% da receita total da Mills vem de contratos de longo prazo, avanço de 10 pontos percentuais em relação a 2024, reforçando o foco estratégico da companhia em maior previsibilidade e sustentabilidade das receitas.
O Ebitda Ajustado atingiu R$ 254,6 milhões, alta de 27,9% frente ao 3T24, com margem de 52,7%, resultado dos ganhos de eficiência operacional e consistência no desempenho das unidades. Já o lucro líquido somou R$ 67,3 milhões, com margem de 13,9%. O lucro líquido caixa chegou a R$ 117,9 milhões, crescimento de 3,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, com margem de 24,4%.
A alavancagem financeira permaneceu controlada em 1,5 vez o Ebitda, demonstrando estrutura de capital sólida e gestão eficiente de dívidas. O custo médio da dívida caiu para CDI + 1,28% ao ano, enquanto o prazo médio chegou a 3,6 anos, reforçando o compromisso com sustentabilidade financeira.
Segundo Renata Vaz, CFO da Mills, os resultados comprovam a consistência da estratégia de crescimento da empresa.
“Encerramos o trimestre fortalecendo as bases para um crescimento sustentável, mesmo diante de juros altos e maior competição. Mantemos o foco em eficiência, diversificação e disciplina na alocação de capital”, destacou.
A frota de equipamentos da Mills também cresceu de 14,3 mil para 16,1 mil unidades, avanço de 12,6% no trimestre. O aumento reflete o equilíbrio entre investimentos seletivos, disciplina de capital e priorização de contratos com maior rentabilidade.
O período foi ainda marcado pela aprovação da distribuição de R$ 42,5 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), o equivalente a R$ 0,19 por ação, representando 63% do lucro líquido trimestral — um indicativo de solidez financeira e retorno consistente aos acionistas.