O preço dos imóveis no Brasil segue em trajetória de forte valorização. Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FipeZAP) mostram que a alta acumulada até novembro chegou a 6,22%, superando com folga a inflação medida pelo IPCA-15, que avançou 4,15% no mesmo período. Com isso, o metro quadrado nas principais capitais continua pressionado, refletindo a demanda aquecida e a escassez de unidades em alguns mercados.
Entre as cidades monitoradas, Vitória, Salvador e João Pessoa registraram os maiores aumentos, com altas de 15,08%, 14,82% e 14,51%, respectivamente. A tendência também se destacou em São Luís, onde os preços avançaram 13,48%, e em Belo Horizonte, que acumulou 12,29%. As variações, no entanto, foram influenciadas pelo tipo e porte dos imóveis acompanhados.
O índice FipeZAP avançou 0,58% em novembro, superando o resultado de outubro (0,54%). Imóveis de um dormitório apresentaram a maior variação mensal, com incremento de 0,96%, enquanto unidades com três quartos tiveram o menor avanço do mês, com 0,37%.
No recorte dos últimos 12 meses, o FipeZAP acumula alta de 6,92%, novamente acima da soma do IPCA até outubro com o IPCA-15 de novembro, que totalizou 4,48%. O preço médio do metro quadrado nas 56 cidades avaliadas alcançou R$ 9.585, ampliando a distância em relação à inflação oficial e reforçando o encarecimento do mercado residencial.
Fortaleza permanece entre as capitais com valores mais elevados, registrando R$ 8.884 por metro quadrado. A cidade aparece logo após Vitória (R$ 14.102), Florianópolis (R$ 12.647) e São Paulo (R$ 11.882), e se mantém à frente de mercados como São Luís e Recife, consolidando-se como um dos polos mais valorizados do país.
Nos demais centros urbanos, o ranking aponta preços variando entre R$ 8.585 em São Luís e R$ 5.270 em Aracaju. Capitais como Recife, Belém e Goiânia superam a marca dos R$ 8 mil, enquanto João Pessoa e Salvador ultrapassam R$ 7,8 mil por metro quadrado, reforçando o ritmo acelerado da valorização imobiliária nos últimos meses.