O ano de 2025 representou um marco positivo para a Link-Belt no Brasil e na América Latina. A companhia superou as expectativas iniciais e fechou o período com crescimento de 31% nos negócios, resultado que reforça sua estratégia de consolidação regional e o fortalecimento do relacionamento com distribuidores e clientes.
De acordo com o diretor-geral da Link-Belt Brasil e América Latina, Matheus Fernandes, o desempenho foi alcançado em meio a um ambiente altamente competitivo, exigindo adaptações constantes e decisões estratégicas ao longo do ano.
“A concorrência com os equipamentos de origem chinesa foi um dos principais desafios. Somado a isso, enfrentamos instabilidades políticas e econômicas em diversos países da região, o que nos obrigou a ajustar rapidamente nossas estratégias e acompanhar de perto a dinâmica do mercado”, afirma.
Apesar das dificuldades, a empresa manteve o ritmo de investimentos, ampliou sua rede de atuação e reforçou iniciativas voltadas à sustentação do crescimento no médio e longo prazo.
Projeções e planos para 2026
Para 2026, a expectativa da Link-Belt é iniciar um novo ciclo de expansão. A meta é alcançar crescimento de aproximadamente 20% e avançar para países da América Latina onde a marca ainda não possui distribuição estruturada.
Entre os principais investimentos previstos está o fortalecimento da equipe regional, com a incorporação de profissionais focados no desenvolvimento de novos mercados e na gestão estratégica das operações latino-americanas.
“Estamos ampliando recursos, reforçando nossas equipes e intensificando a atuação junto aos distribuidores. As perspectivas para 2026 são bastante positivas”, destaca Fernandes.
Ainda assim, a empresa reconhece que o próximo ano exigirá cautela, especialmente no mercado brasileiro. O período eleitoral tende a gerar maior imprevisibilidade e um movimento natural de espera por parte de empresas e consumidores.
“O Brasil costuma desacelerar em anos eleitorais. Há mais cautela nos investimentos, além do impacto da taxa de juros elevada, que influencia diretamente a decisão de compra de equipamentos”, avalia o executivo.
Desafios regionais e competitividade
Na América Latina, a presença massiva de máquinas chinesas segue como um dos principais pontos de atenção. Atualmente, cerca de dois terços da frota de equipamentos em operação na região é composta por modelos de origem chinesa, incluindo fabricantes de grande porte e reconhecimento no mercado.
Esse cenário exige diferenciação constante, tanto em tecnologia quanto em suporte ao cliente, para manter a competitividade frente aos preços mais agressivos praticados por esses concorrentes.
Estratégia integrada para sustentar o crescimento
Para alcançar os objetivos traçados para 2026, a Link-Belt adotará uma estratégia integrada envolvendo vendas, pós-vendas e suporte técnico. Entre as ações previstas estão o fortalecimento da presença de especialistas junto aos distribuidores, a realização de um Dealers Meeting para alinhamento comercial e ajustes de preços conforme as condições de mercado.
A empresa também dará continuidade ao programa de demonstrações técnicas, realizado em 2025 em países como Argentina, Guatemala, Costa Rica e Brasil. Outras iniciativas incluem a ampliação do período de garantia de um para dois anos e a intensificação da entrada em novos mercados latino-americanos.
“Estamos trabalhando em várias frentes de forma coordenada, envolvendo vendas, pós-vendas, suporte técnico e presença em campo. Esse conjunto de ações é fundamental para manter nossa competitividade e alcançar as metas de crescimento que definimos”, conclui Matheus Fernandes.