O setor de máquinas e implementos agrícolas encerrou 2025 com resultados financeiros robustos, impulsionados diretamente pelo desempenho do campo. Dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram que a receita líquida total atingiu a marca de R$ 66,75 bilhões. O montante representa um crescimento de 7,4% em comparação ao ano anterior.
O principal motor desse avanço foi o mercado doméstico. Embalados por safras históricas de milho e soja, os produtores brasileiros investiram R$ 57,6 bilhões na aquisição de equipamentos, uma alta de 6,7% sobre 2024. O cenário externo também contribuiu positivamente: as exportações do setor registraram um salto de 12,2%, totalizando US$ 1,63 bilhão no período.
Cristina Zanella, diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, avalia os números como uma retomada essencial. Segundo a executiva, após um biênio de retração causado por adversidades climáticas e preços desfavoráveis, 2025 ofereceu as condições meteorológicas ideais para viabilizar novos investimentos. Para 2026, a projeção da entidade é de continuidade na expansão, estimando um aumento superior a 3% na receita.
Volume de vendas e retração em dezembro
Em termos físicos, o mercado absorveu 61.064 unidades de tratores e colheitadeiras ao longo do ano passado, o que corresponde a uma elevação de 14,1% ante 2024. Contudo, o ritmo arrefeceu na reta final do ano. Em dezembro, foram comercializadas 4.098 máquinas, uma queda de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Os tratores lideraram o volume de negócios, com 52.124 unidades vendidas internamente em 2025, uma expansão anual de 16,5%. Já as colheitadeiras somaram 3.410 unidades entregues, registrando alta de 5,2%. Ambas as categorias sentiram o desaquecimento de dezembro: na comparação mensal interanual, as vendas de tratores recuaram 18,1%, enquanto as de colheitadeiras caíram 13,7%.