A indústria de implementos rodoviários registrou crescimento expressivo em março, segundo dados divulgados pela ANFIR (Associação Nacional de Fabricantes de Implementos Rodoviários). O setor comercializou 12.211 unidades no mês, ante 9.870 em fevereiro, representando alta de 23,7%. O resultado positivo foi impulsionado pelos reflexos da safra agrícola em andamento e pelo programa Move Brasil.
Março registra 6.390 emplacamentos e crescimento de 27,5% no segmento principal
O setor registrou 6.390 equipamentos emplacados em março. Em fevereiro, foram emplacados 5.007 implementos rodoviários, o que representa crescimento de 27,5% na comparação mensal. No segmento de Carroceria sobre Chassis, março totalizou 5.821 unidades, ante 4.863 no mês anterior, com crescimento de 19,5%.
“Os reflexos positivos da safra em andamento e do programa Move Brasil são percebidos no resultado do setor de implementos rodoviários”, afirmou José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR. “A renovação do programa será um suporte importante quando a demanda originada pelo agronegócio arrefecer, por ser um fato sazonal”, completou.
Acumulado do 1º trimestre ainda mostra recuo de 13,68% frente a 2025
Apesar do bom desempenho mensal de março, o acumulado do primeiro trimestre de 2026 ainda apresenta recuo de 13,68% em relação ao mesmo período de 2025. Nos três primeiros meses do ano, os fabricantes venderam 30.841 implementos rodoviários, contra 35.728 equipamentos no 1º trimestre de 2025.
O segmento de Reboques e Semirreboques registrou queda de 14,61% no período, com 15.732 unidades comercializadas, contra 18.423 nos três primeiros meses de 2025. Já o segmento de Carroceria sobre Chassi recuou 12,69%, com 15.109 unidades vendidas no trimestre, ante 17.305 no período anterior.
Fenatran de 2024 distorce a base de comparação do 1º trimestre
O presidente da ANFIR explica que o recuo no acumulado deve ser lido com cautela. “Para entender este recuo é importante lembrar que o mercado no 1º trimestre do ano passado ainda sentiu os efeitos positivos das vendas realizadas na Fenatran de 2024”, disse Spricigo. “A partir do 2º trimestre, vamos visualizar o movimento de mercado sem esta influência”, projetou, sinalizando perspectiva mais favorável para os meses seguintes conforme a base de comparação se normaliza.