Construção gera 31 mil vagas e recupera 61% das perdas recentes

A indústria da construção civil encerrou fevereiro de 2026 com um desempenho expressivo no mercado de trabalho: foram gerados 31.099 empregos formais no mês, o que representa uma variação positiva de 1,04% em relação ao estoque de janeiro. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na última semana de março, integram o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Com os resultados de janeiro somados, o setor acumulou 81.637 novas vagas com carteira assinada no primeiro bimestre de 2026, crescimento de 2,77%. No recorte de 12 meses até fevereiro, foram 88.222 contratações a mais, alta de 3% sobre o mesmo período anterior.

Recomposição Após Perdas Recentes

O volume de admissões no bimestre representa aproximadamente 61% das vagas fechadas pela construção no último trimestre de 2025, período marcado por um ciclo de demissões ligado à elevação dos custos de produção e à retração nos lançamentos voltados para a renda média.

“O dado reflete a dificuldade em contratar mão de obra especializada, mas também mostra alguma diminuição na construção de novas obras para o segmento de renda média, devido à persistência dos juros elevados”, avaliou Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP.

posição no Ranking Setorial

Em fevereiro, a construção civil foi o terceiro setor que mais gerou empregos no Brasil, ficando atrás apenas dos serviços (177.953 empregos) e da indústria de transformação (32.027). Ficou à frente da agropecuária (31.930) e do comércio (6.027). No total, a economia brasileira abriu 370.339 vagas formais no mês.

As atividades imobiliárias, incluídas no setor de serviços, criaram 465 postos de trabalho em fevereiro (alta de 0,22% sobre janeiro). No bimestre, foram 1.062 empregos e, nos 12 meses acumulados, 5.197 novos postos (+2,56%).

Estoque e Distribuição Regional

Ao encerrar fevereiro, a construção empregava formalmente 3,024 milhões de trabalhadores em todo o país. Os maiores saldos mensais foram registrados em São Paulo (+9.476), Santa Catarina (+2.465), Bahia (+1.958), Minas Gerais (+1.923) e Pernambuco (+1.836).

Entre os estados que registraram desempenho negativo, Espírito Santo apresentou o maior recuo (-221), seguido pelo Rio Grande do Norte (-92) e pelo Amapá (-19). Os demais estados contribuíram com saldo positivo de admissões.

Fonte: Construa Negócios