Produção industrial avança 2,5% no Ceará e supera média nacional

A produção industrial do Ceará cresceu 2,5% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, de acordo com a série com ajuste sazonal da Pesquisa Industrial Mensal — Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado supera a média nacional, que registrou avanço de 0,9% no mesmo período, e encerra uma sequência de dois meses consecutivos de retração da atividade industrial no estado.

O desempenho positivo na margem, no entanto, contrasta com a performance interanual: na comparação entre fevereiro de 2026 e fevereiro de 2025, a produção cearense recuou 9,8%, queda mais acentuada do que a média do país (-0,7%). Um dos fatores que influenciou negativamente essa comparação foi a diferença no calendário de dias úteis: fevereiro de 2026 teve 18 dias trabalhados, dois a menos do que no mesmo mês do ano anterior.

Destaques por Segmento Industrial

A análise por segmento revela um cenário heterogêneo entre as atividades industriais cearenses. Entre os setores com crescimento no período interanual, o destaque foi a fabricação de produtos de metal — exceto máquinas e equipamentos —, com expansão de 18,5%. Os setores de produtos químicos (+6,2%) e de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (+1,9%) também apresentaram saldo positivo.

Por outro lado, uma série de segmentos contribuiu negativamente para o desempenho geral. O setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos liderou as perdas, com recuo de 35,7%. Confecção de vestuário e acessórios (-16,3%), produtos alimentícios (-12,7%), couros e calçados (-11,9%) e produtos têxteis (-7,8%) também puxaram o índice para baixo.

Acumulados de 2026 Ainda no Negativo

No acumulado do primeiro bimestre do ano, a produção industrial cearense está 8,8% abaixo do mesmo período de 2025 — recuo significativamente maior que o registrado no consolidado nacional, que ficou em -0,2% no mesmo intervalo.

No período de 12 meses encerrado em fevereiro de 2026, o estado acumula queda de 2,1%, intensificando a trajetória registrada em janeiro (-1,3%). O resultado aponta para um processo de desaceleração que, embora intercalado com recuperações pontuais, segue pressionando o setor produtivo cearense.

Fonte: Construa Negócios