Inovação nos canteiros supre a carência de mão de obra qualificada

O setor da construção civil enfrenta um de seus maiores desafios atuais: a escassez de trabalhadores especializados. Para manter o ritmo e não atrasar cronogramas, as construtoras estão investindo em novas soluções químicas e estruturais. Um levantamento recente da consultoria Falconi revelou que a dificuldade de contratação, somada às altas taxas de juros, é a principal dor de cabeça para 75% dos líderes corporativos do segmento.

Como alternativa imediata, o uso de materiais com tecnologia embarcada está transformando a dinâmica de trabalho diário. É o caso da adoção maciça de contrapisos autonivelantes e argamassas estabilizadas, que entregam mais eficiência e demandam um número menor de operadores nas fases de acabamento e estruturação.

Rapidez e redução de perdas operacionais

A vantagem técnica desses novos produtos reside na simplificação das etapas. O sistema autonivelante, por exemplo, permite que o nivelamento do piso seja concluído de forma muito mais rápida. Profissionais do setor explicam que uma área que levaria dez dias para ser finalizada no formato convencional pode ser executada em um único dia com a tecnologia de bombeamento, dispensando o uso constante de equipamentos de transporte interno de cargas.

A logística dos materiais também passa por transformações. O recebimento de argamassa já preparada e estabilizada pelas usinas, capaz de manter suas propriedades por dezenas de horas, evita a mistura manual nos canteiros. Essa prática diminui o desperdício de insumos essenciais, garantindo que o mercado da construção consiga equilibrar as contas, driblar a ausência de mão de obra e manter o padrão de qualidade dos imóveis.

Fonte: Construa Negócios