O Complexo Industrial e Portuário do Pecém deve receber uma torre eólica de 257 metros de altura, projetada para ser uma das maiores estruturas do tipo nas Américas. As obras estão previstas para começar em julho.
O projeto é desenvolvido pela CTZ Tower, empresa ligada ao Grupo Cortez, e prevê investimento estimado em R$ 100 milhões. A proposta é usar tecnologia de construção em concreto para viabilizar torres mais altas e ampliar a eficiência da geração eólica em terra.
Torre eólica busca ventos mais fortes
Com 257 metros, a estrutura terá altura equivalente a um prédio de mais de 80 andares. O objetivo é alcançar correntes de vento em altitudes superiores, onde a intensidade e a regularidade tendem a ser maiores.
Esse ganho de altura pode aumentar a produtividade dos aerogeradores e tornar parques terrestres mais competitivos. A tendência de torres mais altas já é observada em diferentes mercados de energia renovável.
No Brasil, a iniciativa chama atenção pelo porte e pela tentativa de reduzir limitações logísticas comuns em equipamentos eólicos de grande escala.
Tecnologia em concreto reduz gargalos
A solução proposta pela CTZ Tower utiliza concreto e foi desenvolvida para diminuir custos e dificuldades de transporte associados a estruturas muito grandes. O formato pode facilitar a instalação de torres de maior porte em áreas estratégicas.
Após as licenças necessárias, o cronograma prevê o início das obras de fundação e preparação do terreno. Depois da montagem, o projeto passará por etapas de testes e monitoramento em condições reais de operação.
A expectativa é que a estrutura sirva de referência para novos investimentos em energia renovável, tanto no mercado brasileiro quanto em outros países interessados em ampliar a geração eólica onshore.
Nordeste reforça liderança em energia limpa
O Nordeste concentra a maior parte da produção eólica brasileira, favorecido por condições climáticas e pela presença de parques já instalados. A nova torre se soma a esse movimento de expansão tecnológica e produtiva.
Ao alcançar ventos mais estáveis, o equipamento pode contribuir para uma geração mais eficiente e para a redução do custo por megawatt produzido. Para o setor, esse tipo de avanço é importante em um cenário de demanda crescente por energia limpa.
O projeto também reforça o papel do Pecém como polo industrial e energético. Com porto, área industrial e investimentos em novas cadeias, o complexo vem se consolidando como uma base para projetos de infraestrutura e transição energética.