Construção Civil em foco: Lojistas respiram aliviados com o novo cenário comercial

O volume de negócios dentro do Brasil tem sido o grande responsável por manter as fábricas do setor operando em bom ritmo. De acordo com o mais recente Termômetro divulgado pela Abramat, 45% das indústrias registraram crescimento nas suas operações domésticas entre abril e junho, compensando as dificuldades encontradas em outras frentes.

Os dados do levantamento demonstram que a capacidade instalada continua operando na faixa dos 75%, uma marca ligeiramente superior à registrada no mesmo período de 2025. O cenário atual confirma a manutenção da atividade industrial, embora o clima geral entre os executivos seja de clara prudência em suas decisões.

Foco na modernização diante de cenário incerto

Apesar das notícias positivas ligadas às vendas de materiais de construção no país, os investimentos de longo prazo estão sendo avaliados com extremo rigor. Atualmente, 59% das empresas confirmam a intenção de aportar recursos nos próximos doze meses. Deste grupo estratégico, a maior parte (32%) prefere focar na atualização de seus equipamentos e processos, optando pelo ganho de eficiência ao invés de simplesmente ampliar a capacidade de produção (27%).

Para o presidente executivo da Abramat, Mauro Franco, as empresas do setor continuam buscando meios de se tornarem mais competitivas, mas a estabilidade aguardada para o próximo semestre exige cautela. O dirigente reforça que os investimentos seguem, mas sempre balizados pelas condições macroeconômicas vigentes.

Mercado externo e percepção governamental

Fora das fronteiras brasileiras, as expectativas das indústrias de materiais são substancialmente menores. Somente 22% dos empresários acreditam em um aumento das exportações no curtíssimo prazo. Essa fraqueza no ambiente internacional acaba depositando todo o peso da recuperação econômica e da manutenção dos empregos sobre o desempenho local.

Somado a esse contexto, há um forte ceticismo em relação às eventuais medidas de estímulo promovidas pelo poder público. Cerca de 73% das lideranças consultadas demonstram total indiferença às ações oficiais focadas no desenvolvimento, enquanto quase um quarto (23%) declara pessimismo aberto. Para que o otimismo cauteloso se transforme de fato em um ciclo consistente de expansão, as lideranças industriais indicam que será necessária uma expressiva melhoria na previsibilidade dos negócios no Brasil.

Fonte: Construa Negócios