Demanda dispara e venda de máquinas agrícolas sobem

As vendas internas de tratores e colheitadeiras registraram crescimento de 27,3% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo relatório da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Mesmo com leve queda na receita total do setor, o movimento reforça a retomada da demanda doméstica e o foco crescente na modernização das operações agrícolas.

Para Cláudio Esteves, diretor comercial da Valtra — marca global do grupo AGCO — o resultado demonstra confiança do produtor rural. “O avanço das vendas mostra que o produtor continua atento às oportunidades de modernizar suas atividades. Mesmo em um ambiente de cautela, há uma busca constante por tecnologia e eficiência no campo”, afirma.

Dentro das operações da Valtra, o destaque de 2025 foi o setor de cana-de-açúcar, uma das culturas de maior peso no agronegócio brasileiro. A marca também mantém resultados positivos no segmento de média potência, área importante para propriedades diversificadas.

A variedade de alternativas para aquisição tem sustentado o ritmo de investimentos. O consórcio de máquinas agrícolas, em particular, consolidou-se como opção vantajosa para produtores de diferentes portes, atraindo desde pequenos agricultores até grandes grupos. “O consórcio tem ganhado força justamente por permitir investimento planejado e sem juros, algo que se encaixa muito bem à dinâmica do agronegócio”, destaca Esteves.

Entre janeiro e setembro, o setor registrou alta de 47% no volume de créditos via consórcio, movimentando R$ 9,13 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O bom desempenho tanto nas vendas diretas quanto no consórcio reforça a confiança do produtor e sinaliza um novo ciclo de renovação de frota e mecanização no campo.

Diante do avanço das vendas e da ampliação das modalidades de investimento, a Abimaq projeta que o setor de máquinas agrícolas encerre 2025 com crescimento próximo a 8% na receita, consolidando um ano de recuperação e expansão.

Fonte: Construa Negócios