O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) registrou alta de 0,88% em junho, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (10). A taxa representa uma aceleração em relação ao mês anterior, quando o índice avançou 0,43%, e configura o maior aumento mensal do ano até agora. O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 1.826,53 em maio para R$ 1.842,65 em junho.
Com isso, o acumulado dos últimos 12 meses atingiu 5,34%, superando os 5,01% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, sinalizando uma pressão crescente sobre os custos do setor.
Mão de obra é principal responsável pela alta
A maior influência na alta do índice foi a mão de obra, com variação de 1,52% em junho, contra 0,33% no mês anterior — um avanço de 1,19 ponto percentual. Essa elevação foi puxada principalmente por acordos coletivos e reajustes salariais em algumas regiões do país.
Já os materiais de construção apresentaram alta de 0,41%, uma desaceleração frente aos 0,51% de maio, mas ainda significativamente acima do índice de junho de 2024, quando a variação havia sido negativa (-0,05%).
No acumulado do primeiro semestre de 2025, os custos com materiais subiram 2,07%, enquanto a mão de obra acumulou alta de 4,06%. Em 12 meses, os materiais subiram 4,98% e a mão de obra 5,87%.
Espírito Santo tem maior variação do país
Entre os estados, o destaque foi o Espírito Santo, que registrou a maior alta mensal do país, com variação de 3,06%. O aumento foi influenciado tanto pela alta nos preços dos materiais quanto por reajustes salariais firmados nas categorias profissionais.
Centro-Oeste lidera entre as regiões
Na análise regional, o Centro-Oeste liderou com alta de 1,32%, puxada por reajustes em Goiás e no Distrito Federal. As demais regiões registraram os seguintes resultados:
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Sudeste: 1,28%
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Sul: 0,67%
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Norte: 0,46%
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Nordeste: 0,45%
Perspectivas
Segundo Augusto Oliveira, gerente da pesquisa no IBGE, a alta mais expressiva em junho reflete pressões salariais e ajustes pontuais, especialmente nas regiões com negociações coletivas. A tendência para os próximos meses dependerá do comportamento dos insumos básicos, das condições de crédito e das demandas regionais por mão de obra especializada.
Com o aumento no custo da construção, incorporações, obras públicas e pequenas reformas podem ser impactadas, exigindo mais planejamento orçamentário e atenção aos reajustes de contratos. O cenário reforça a necessidade de gestão eficiente de recursos no setor da construção civil.