Construir no Brasil ficou mais caro no último mês. Impulsionado por reajustes nos materiais e nos gastos com trabalhadores, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) acelerou seu ritmo de crescimento, marcando um aumento de 0,72% em abril. Esse percentual representa praticamente o dobro do avanço registrado no mês anterior, que havia ficado em 0,37%.
Os dados mais recentes, divulgados na terça-feira (12), revelam um cenário de encarecimento persistente para os projetos do setor. No recorte que engloba os últimos doze meses, a inflação da construção civil rompeu a marca dos 7%, saltando de 6,73% para 7,01%. A título de comparação, no mesmo período do ano passado, a alta mensal havia sido significativamente menor, estacionando na casa dos 0,46%.
Impactos nos contratos e no mercado
O aquecimento constante nas despesas de obras acende um alerta amarelo para os agentes do segmento habitacional. Como o Sinapi atua como um dos principais balizadores para o reajuste de contratos e orçamentos, o aumento das taxas afeta diretamente o planejamento de novos empreendimentos.
Além dos reflexos diretos nas construtoras e compradores de imóveis, o mercado financeiro monitora o indicador com atenção. O comportamento ascendente dos custos construtivos possui peso na formação das expectativas de inflação geral e, consequentemente, nas futuras decisões de política monetária do país.