Setor de materiais de construção mantém otimismo moderado para julho, aponta Abramat

A indústria de materiais de construção projeta um mês de julho com desempenho moderadamente positivo, segundo a mais recente edição do Termômetro da Indústria de Materiais de Construção, divulgada pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) no dia 10 de julho. A pesquisa mensal, que avalia as expectativas de lideranças do setor, mostra um cenário de cautela, mas com sinais de estabilidade nas vendas.

Vendas em junho e projeções para julho

Para o mês de junho, 38% das empresas relataram expectativas boas de vendas, enquanto 29% apontaram desempenho regular. Já 14% das indústrias consideraram o mês ruim e 19% muito ruim, indicando um ambiente ainda desafiador para parte do setor.

Em relação a julho, 57% das associadas esperam um desempenho regular, enquanto 29% acreditam em um bom desempenho nas vendas. Apenas 10% preveem resultados ruins e 5% projetam um mês muito ruim, o que sugere uma leve melhora no otimismo comparado ao mês anterior.

Confiança nas ações do governo segue baixa

A percepção sobre as ações do governo federal para o setor no médio prazo (próximos 12 meses) continua em níveis baixos. Apenas 5% das empresas declararam estar otimistas, mesmo patamar registrado em maio e 8 pontos percentuais abaixo do observado em junho de 2024. O dado reforça o distanciamento entre a indústria e o governo no que diz respeito às políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do setor.

Termômetro como ferramenta estratégica

O Termômetro Abramat, realizado mensalmente com líderes das principais empresas da cadeia produtiva, é considerado um importante indicador de tendências e percepções do mercado. Ele auxilia empresas do setor de materiais de construção a planejar estrategicamente suas ações diante do cenário econômico atual.

Apesar do cenário macroeconômico instável, o levantamento mostra que o setor busca manter o equilíbrio entre expectativas realistas e perspectivas moderadamente otimistas, apostando na estabilidade da demanda e na recuperação gradual do mercado da construção civil.

Fonte: Construa Negócios