O setor de materiais de construção no Ceará projeta um faturamento expressivo de R$ 6,3 bilhões até o final de 2025, consolidando-se como uma das principais engrenagens da economia cearense. A estimativa reforça a relevância da cadeia produtiva, que impacta diretamente a construção civil e o desenvolvimento urbano no estado.
De acordo com Carlito Lira, presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Ceará (ACOMAC-CE), o desempenho do setor costuma variar ao longo do ano por conta da sazonalidade. “No primeiro semestre, temos o período de chuvas, o que naturalmente reduz o ritmo de obras e reformas. Mas no segundo semestre, há uma reação do mercado, com famílias e empresas investindo em melhorias e ampliações”, afirma.
O Ceará abriga mais de 4 mil estabelecimentos comerciais ligados à venda de materiais de construção, que vão desde lojas de bairro até grandes distribuidores. Essa ampla rede não apenas abastece canteiros de obras em todas as regiões, como também gera empregos e atrai investimentos nacionais, fortalecendo o setor como um dos pilares da economia estadual.
Com a aproximação do segundo semestre, tradicionalmente mais aquecido, a expectativa é que o consumo de itens como cimento, tintas, pisos, revestimentos e ferragens aumente significativamente. Essa retomada contribui para aquecer o mercado local e reforça a importância do setor como motor de geração de renda e crescimento urbano.
A ACOMAC-CE também ressalta o papel das lojas especializadas como pontos de orientação para consumidores e profissionais da construção, oferecendo produtos atualizados e suporte técnico, que ajudam a melhorar a qualidade e a segurança das obras.
Para Carlito Lira, a movimentação prevista reflete a força do setor no Ceará. “Estamos diante de um segmento que acompanha o ritmo das cidades e das famílias. Reformar, construir e melhorar os espaços de convivência é uma prioridade cultural, especialmente na reta final do ano”, conclui.